17/07/07

Videografias 13


A década da britpop terá deixado saudades a poucos. Ninguém quer saber dos Oasis, nem dos Blur, muito menos de bandas tão pouco perenes como Bluetones, Echobelly ou Shed Seven. Mas eu estava lá, no lado errado do canal, curtindo a falta de estilo à distância do resto do pessoal, grungers, alternativos e afins. Agora, a navegação de cabotagem (ou de cabotino) a que me dediquei durante anos é apenas uma memória que passa de vez em quando no VH1, à hora do Flipside. Mas há bandas que resistem, e não falo dos superlativos Radiohead, que apenas usaram a vaga brit como trampolim para mais altos voos. Pois é, Jarvis Cocker é mais do que um super-herói de cinco minutos, furioso raio irrompendo pelo palco dos brit awards dentro, correndo atrás das criancinhas que, fervorosamente, faziam backing vocals para o alienígena Michael Jackson. Ficou no meu coração, pois claro, um feito como aquele apenas podia vir de alguém com uma coragem de soldado americano no Iraque ou, em alternativa, com uns bons copos em cima. É claro que uma imagem destas deixa uma impressão duradoura; por isso é que este Jarvis a solo não me convence. Enfim, o envelhecimento é uma coisa tramada - não chega o viagra, ainda temos de levar com uma irreprimível tendência para a balada xaroposa e a canção de protesto, tudo em doses repartidas e misturadas na mesma música. Para mim, tudo se perdoa a Jarvis. Alguém que escreveu esse hino do engate classe baixa que é "Babies", ou dedicou mais do que 5 minutos da sua vida a compor "Little Girl (With Blue Eyes)", bela elegia às agruras de uma adolescente que tem mais do que o coração para oferecer, merece mais do que consideração: admiração e um texto que se dedique à hermenêutica de um marco da canção kitsh do século XX: Disco 2000.
O vídeo é um mimo. A cartolina usada para o corta e cola dos membros da banda, um sentido de ridículo demasiado acentuado, a citação kitsh que começa nos Abba e acaba num clube qualquer às tantas da madrugada, uma mão no soutien e outra a sentir a qualidade do tecido da cueca, a dança estilo-chunga na pista com bola de espelhos, nada (ou tudo) está fora do sítio. E a letra de Cocker, que dizer? "You're the first girl of the school to have breasts/Martyn said that yours were the best/The boys all loved but I was a mess/I had to watch them trying get you undressed". Estes versos podem figurar certamente no panteão das melhores letras de sempre da música pop, lado a lado com um "Like a rolling stone", de Dylan ou "Hallelujah", de Leonard Cohen. Interessante é também a história paralela que se conta no clip, diferente da narrativa da letra. O elogio da working class - a saída às 6 da tarde da lavandaria, sexta à noite, a ânsia pelo fim-de-semana, a Deborah de pexisbeque; o rapaz com um estilo mod a cortar o cabelo, ela com o Jarvis atrás (I hope my breath won't stink), a auto-paródia pulpiana, o metro feito de papel de lustro, a revista Face com Jarvis, o rapaz sósia de Jarvis ouvindo os discos dos Pulp, a doença dos 90 - anorexia -, as comoventes cenas de intimidade doméstica, etc., etc., até ao grand finale, com cigarro e tudo, posters na cama e figuras de papel numa grande canção sobre os anos da adolescência - e, já agora, sobre os 90.
Sete anos depois de 2000, onde andamos nós, antigas personagens de uma música dos Pulp?

(O vídeo foi realizado por Pedro Romhanyi)


[Sérgio Lavos]

14/07/07

3-3

É uma reacção normal, ou apenas o ciclo natural deste assunto, pelo menos desde o século XIX; depois de alguns anos em que a religião foi o tema mais importante, regressamos ao ateísmo. Dir-se-ia que o assunto é o mesmo. Ideia errada. Ateu não é antónimo de religioso, assim como crente não é o contrário de ateu. Eu, como produto do ateísmo, me confesso: creio na não-existência de Deus. Já senti mais vontade de abandonar esta fronteira - crer em deus simplificar-me-ia a vida. Mas também já ensaiei a minha dança como o niilismo ateu. Contudo, acredito firmemente em algo: nenhum dogma perdura. Nem Deus nem falta a dele, deste modo.
De qualquer maneira, Deus ri nas minhas costas. Eu estou aqui a escrever esta oratória das coisas perdidas e ele sabe que levará a melhor no final (caso exista). Se não existir, também não será por isso que resistirei ao poder das minhas palavras. O problema é a sua omnisciência. Nenhuma blasfémia ficará sem castigo. Se peco contra deus, arrisco o Inferno. Se peco contra a Razão, e acredito, aproximo-me do inferno em vida. Há quem seja mais sensato, claro. Quem não questiona, quem não duvida, quem piamente se dedica a uma causa - e não falo do comunismo. Mas, por qualquer defeito de fabrico, eu duvido. Desde a adolescência, essa idade maldita, que duvido. Horas e horas de insónia, revirando-me no escuro da minha pobre condição humana. (Há muito de invenção poética nesta imagem; era pior no Verão, quando as melgas se juntavam a Deus no meu martírio).
Mas se defendo alguma coisa em abstracto, é a tradição dos rituais religiosos. Não me sinto confortável sabendo que há gente, a esta hora, caindo de joelhos, convulsivamente, a ser curada de uma qualquer doença fatal. A ideia de que um qualquer iluminado poderá, apenas com a força de um gesto sobre o rosto, apagar qualquer inevitabilidade da vida, deixa-me pouco menos que perplexo. Se um milagre é algo potencialmente acessível a qualquer um de nós, onde se esconde Deus? Um dos melhores episódios de House é aquele em que ele perde com Deus* (3-2, salvo erro, é o resultado). Um adolescente com delírios místicos entra no hospital doente. House aposta a sua crença na razão científica contra a vontade de Deus. No fim, descobre-se que o rapaz peca de modos pouco menos do que ímpios - não há poder inspirado por Deus que resista ao desejo humano, esse diabo de muitas caras; e Onan não é apenas um exemplo a não seguir.
A vontade humana não é coisa fácil de domesticar. Talvez a razão de não entender muito bem os misteriosos poderes da Fé. Agrilhoar-se a uma incerteza parece-me tão insensato como negar de forma definitiva essa mesma incerteza. (E Deus acena a cabeça em concordância comigo). O meu ateísmo suave permite, no entanto, que concorde com uma ou duas coisas: uma delas, na ordem do dia, é a missa em latim. Manter as massas na ignorância? Não, não entenderam nada. Tornar a religião humana, atribuindo-lhe a qualidade mais humana de todas: a capacidade de maravilhar, deliciar esteticamente. E Bento XVI, intelectual distante do paganismo inerente à religião católica, percebeu o que está em causa. Apenas a Razão pode estabelecer o catolicismo, e a Razão nasce da contemplação do mundo: o ritual, a envolvência, o confronto com o inefável. Nós, pobres ateus, nem sabemos o que perdemos.

*House empata no final, de acordo com um leitor. Devo ter adormecido a meio do encontro.

[Sérgio Lavos]

12/07/07

Cansei do Inverno

Durante muitos anos, não fui à praia.
Ir à praia. A ideia não é igual para todos. Há quem vá para estar horas a fio na areia, outros preferem o mar, outros a esplanada em frente e uma cerveja que nunca desaparece. Durante muitos anos, nenhuma destas versões me atraía. Reconheço algumas expressões de desprezo, aí no meio da multidão (reduzida, que estamos em tempo de férias) - tenho a sensação de que a maior parte dos que param para ler o que se escreve neste blogue não se reconhece no que vou dizer a seguir; ou reconhecem-se demasiado. De qualquer das maneiras, a reacção pode ser desagradável. Como sentir os grãos de areia a esvoaçar em dia ventoso. Ou acordar com a pele queimada de um lado, depois de uma sesta que julgávamos retemperadora. Ou levar com uma bola de miúdo. Ou ouvir as conversas do vizinho - aí, lamento, mas isso nem sempre é mau. Quem não gosta de escutar uma boa história de faca e alguidar, que se retire em silêncio deste tugúrio.
A questão é: há um tempo na vida em que gostar de praia menoriza; em que se torna foleiro gostar de praia. A ideia é esta: férias, férias grandes depois do período de aulas; sol, mar, o sabor do sal na pele: tudo miragens. Há um tempo na vida em que ter estilo é ficar enfiado em casa, papando livro atrás de livro (o sol lá fora), esquivando-se a qualquer contacto com outros humanos (calor, luz intensa lá fora), inferiores que se expõem aos raios violeta que nem lagartos dependurados de muros em ruínas. O Inverno pode ser um estado de espírito. Ninguém ouviu dizer que Kafka gostasse de praia - apesar do livro de Murakami. Nem Nietzsche. Nem sequer Rimbaud ou Baudelaire. A soturnidade é uma forma de vida - meio mais rápido de atingir o êxtase da sabedoria. Ler livros na praia? Uma contradição insanável. Nenhuma frase de Beckett resiste ao horizonte marítimo. Depois, existe o problema da educação, para quem gosta de se julgar um dandy perdido no tempo. O cavalheiro inglês não se apanha na praia, nem que use um daqueles fatos de banho do início do século passado. Alguém imagina Oscar Wilde de bermudas? (OK, eu talvez imagine, mas isso não é coisa para revelar aqui - estraga a pintura). E para metade da blogosfera, estas coisas realmente importam. Pensar em Evelyn Waugh torrando ao sol da Caparica não é um pesadelo bom. Apenas se concebe o intelectual brasileiro - e ele existe - passeando em Copacabana, a espreitar a bunda da classe baixa. Ou nem isso, há quem viva em São Paulo. E em São Paulo pode ser normal ser branquela - veja-se o caso dos Cansei de Ser Sexy. Mas distancio-me da questão.
Eu também fui assim. E há quem ainda seja, bastante entrado na idade. Há quem morra assim, sem sentir os prazeres de um banho de horas; sem usufruir da onda de melanina que a absorção dos raios solares provoca, aquela vaga sensação de euforia que se segue a um dia de praia; sem poder se dar ao luxo de olhar mais do que demoradamente para o topless da modelo em frente, entre um cochilo e outro. Esqueçam os contras, e sobretudo esqueçam o estilo - um homem em pleno verão não precisa de estilo nem de verdade; é-lhe suficiente o leve torpor de um dia luminoso, belo e esquecido de si mesmo.

[Sérgio Lavos]

A missa


No número de Junho da revista Wire, o escritor Michael Faber resume a situação; falando do melhor concerto da sua vida, menciona um de Nico e outro dos Birthday Party. Mas a sua epifania deu-se ao assistir a uma improvisação numa cidade a norte de Budapeste. O concerto aconteceu por acaso. Faber viu-se arrastado por uma multidão na rua, convidados e músicos e respectivos instrumentos, em direcção a uma cave esconsa onde mal cabia toda a gente. A banda chamava-se (ainda existem) After Crying. Tocavam rock progressivo com instrumentos tradicionais de música clássica - piano, violencelo, flauta. Como diz um dos músicos a Faber: "We´ve suckled at the breast of Robert Fripp". No final, o pianista começa a tocar acompanhado da filha, em sessão de improvisação. Nas palavras de Faber: "It was one of the loveliest things I've seen or heard. I thought to myself: "This is real. This is happening right now, right here, and it will not happen again. No one outside this room will ever care about it. It will never attain mythic status. It will never be written about in Q or Wire. And this is the fate of 99.99 per cent of all marvellous, music that has ever been made and that ever will be made. And it's OK."
Quando uma banda tem plena consciência do seu lugar no mundo, perde a sua essência. O que aconteceu aos Arcade Fire no Super Bock Super Rock poderia ser isto. Lembro a primeira versão deste festival. Quando vi, pela primeira e única vez, os Morphine ao vivo. Alguém os ouve, ainda? Nem por sombras. São apenas uma memória para os milhares que ficaram deslumbrados com esse concerto - distante das dezenas que viram os After Crying naquele dia, mas a ideia é a mesma. Creio que os sortudos que viram os Arcade Fire em Paredes de Coura devem ter sentido na pele isto - um arrepio irrepetível. Por isso, extasiaram ao som da missa que os músicos canadianos deram na semana passada. Eu não estive lá da primeira vez. Não me converti. Nenhuma Nico pode bater em sentimento uma improvisação entre pai e filha.

[Sérgio Lavos]

08/07/07

Os últimos 5 livros

Rita, parece que uma convivência de 40 horas semanais, almoços diários e por vezes feriados e fins-de-semana, não são suficientes para pôr a conversa em dia mas ficas desde já avisada que não me deves oferecer neste Natal os seguintes livros porque já os li:

- O grande Gatsby de F.Scott Fitzgerald;
- Madame Bovary de Gustav Flaubert;
- Os filmes da minha vida 2º volume de João Bénard da Costa;
- Hilda de Marie Ndiaye;
- Na praia de Chesil de Ian McEwan.

Passo a palavra ao Armando e aos Verdetes que quiserem participar no desafio.

[Susana Viegas]

07/07/07

Aniversário

Por lapso ou vontade involuntária, na entrada mais abaixo, "Uma verdade", não referi o tema que tratava. Ao reler o texto, nem eu próprio sei se pretendia mesmo escrever sobre o que tinha inicialmente em mente: o meu aniversário. É verdade que nasci há 32 anos, aqui há uns dias, mas a importância do acontecimento é tão reduzida que nem para assunto de post serviu. A única razão para assinalar a data é ter esquecido o poema de Fernando Pessoa ("No tempo em que festejavam os meus anos/Eu era feliz e ninguém estava morto"). Esqueci-o e escrevi o rascunho com aniversário em fundo. Uma cedência ao lugar-comum da melancolia, admito, mas as razões que lhe estão associadas perdoam a falha.
Ninguém comemora aniversários. Uns bebem até esquecer que a data vai passando. Outros esquecem antes de beber e vivem como no poema de Mário de Sá-Carneiro ("Quando eu morrer batam em latas"). Mas sinceramente, ninguém pode, de maneira séria, celebrar a passagem do tempo. O nascimento, claro. Dou de barato esse pormenor relacionado. Não somos responsáveis pela nossa vinda ao mundo - porquê então lembrar anualmente o facto? Sem falar da perfeita aleatoriedade dos marcos temporais. Vivíamos melhor sem calendário? Viveríamos mais descansados, sem a pressão de cada aniversário. O assunto acaba por ser um pouco repugnante - lembra sempre os que escondem os anos que passaram, aqueles que queremos manter a uma distância sanitária.
Não gritar, não soprar velas, não partir o bolo. Dispenso tudo isso; mas, por favor, continuem-me a presentear com a vida material a que também tenho direito - objectos a que eu possa prender o meu afecto, tendo a certeza que nenhuma retribuição lhes é devida; o único tipo possível de amor desinteressado. Continuarei a esquecer aniversários (quem me conhece sabe que é assim). O meu próprio aniversário, espero um dia esquecê-lo. Não existe maior felicidade do que viver fora do tempo.

[Sérgio Lavos]

06/07/07

Bloc Party

Entre uns sobrevalorizados Arcade Fire, já muito conscientes do seu próprio carisma - o que faz toda a diferença em relação ao concerto em Paredes de Coura - e uns Bloc Party humildes e com a consciência pesada pela relativa desilusão do segundo álbum, a minha escolha foi feita. Em homenagem à melhor banda do meu Super Bock Super Rock, fica a tocar na barra da direita a faixa "So Here we Are", que é simplesmente brilhante. Também por ser um ovni em "Silent Alarm", crescendo de guitarras shoegazers, sintetizador atmosférico e bateria breakbeat, criando um som a que uns My Bloody Valentine, por exemplo, não são alheios. Para ouvir em longas viagens de comboio.

[Sérgio Lavos]

Uma verdade

Já me tinha contado pelo telefone. Uma árvore, plantada quando teria uns oito ou nove anos, caíra de um momento para o outro, carregada de frutos em pleno tempo de maturação. O velho damasqueiro acabara derrubado por mais do que o vento forte que se levantara durante a noite; os escolhos do dia que se seguiu evidenciavam a verdadeira razão do fim: o tronco e os ramos mais fortes tinham sido carcomidos como se de madeira colhida, de um móvel, se tratasse. Sobre a terra, um caos de folhas verdes e murchas e damascos amarelos e mirrados, para sempre impossibilitados de amadurecer.
Não acredito em símbolos, nem em histórias de milagrosas coincidências. Acreditava no sabor do fruto quando o verão atingia o seu auge; um mel ácido, um gosto que dançava na boca como vento. Não há fruto que defina melhor o verão. A sua cor amarela que se transforma em laranja quando amadurece mimetiza os dias que se estendem sobre a noite - sonhei muitas vezes com o nórdico sol da meia-noite; às dez horas um lençol fino de luz velada ainda espreitava por cima da linha da horizonte - e utilizo o presente sabendo que pode não ser já assim. Entre mudanças de horário e adaptações ao ritmo da vida moderna, perdeu-se o fulgor de uma tarde de verão interminável - como um damasco.
A lâmina da moto-serra despedaçou tronco e braços; quando cheguei, o damasqueiro era apenas um amontoado disperso de madeira morta. Os frutos apodrecidos pelo chão. O meu pai contou-me tudo com tristeza no olhar.
Não há verdade na natureza. Apenas ciclos e estações, sequências. Nenhuma consequência. Mas, recordo agora, longe da árvore derrotada pelo tempo, o modo como a seiva nascia dos rebentos novos. Um âmbar dourado que percorria o sulco da casca até ao solo. Empoleirado lá em cima, eu via os aviões descreverem trajectórias sem princípio nem fim. Nada me cercava. Desconhecia em pleno o que era a liberdade. Vivia.

[Sérgio Lavos]

05/07/07

Meme assim

Não se julga um livro pela capa. Não se julgue um blogger pelo livro. Remeto o que sou para aquilo de que gosto. Portanto, Rita e Carlos, desconheçam-me um pouco mais, desta maneira:

- Na Praia de Chesil, Ian McEwan, Gradiva
- Avenida Paulista, João Pereira Coutinho, Quasi
- A Salvação de Wang-Fô e outros contos orientais, Marguerite Yourcenar, D. Quixote
- The Penguin Book of Modern British Short Stories, ed. Malcolm Bradbury, Penguin
- Casei Com Um Comunista, Philip Roth, D. Quixote

A cadeia a que eu gostava de dar seguimento não é esta. O que eu gostava mesmo era de falar dos últimos 5 livros que eu gostava de ter lido no caso de um dos meus autores preferidos o ter escrito. Por exemplo: um fresco escrito sobre as invasões francesas escrito por Dostoievski. Um romance de Kafka que tivesse um final que redimisse a culpa de todas as personagens. Um conto de Borges que não desembocasse na circularidade total - que fizesse sentido fora dele mesmo. Um novo romance de J. D. Salinger sobre os seus anos de aprendizagem da reclusão e do silêncio - enquanto escrevia obras assinando T. Pynchon. Um novo livro de contos de Herberto Helder - novos em estilo, influenciados pela crueza de Raymond Carver e Brett Easton Ellis, que imitassem a vida como ela nunca foi.

Passo a palavra a Baptista-Bastos, a Alexandra Solnado (e a Jesus Cristo, se pudesse ser), a Christopher Hitchens, ao André e ao "Rogério".

P.S.: Escrevi este texto ontem. Entretanto, reconheci a ideia, e não é minha. O irmaolucia pensou (antes de mim) em algo semelhante - mas com desenhos. O plágio é uma coisa desgraçada.


[Sérgio Lavos]

03/07/07

Rebellion (Lies)


Primeiro vídeo para os Arcade Fire (e realizado por Chris Grismer em 2005), Rebellion (Lies).

Parabéns Sérgio

[Susana Viegas]