23/02/11

Joyce também há-de morar nesta casa

Há muito tempo - desde Filhos Sem Filhos - que não lia um romance - no sentido mais clássico do termo - de Vila-Matas. É uma obra de ficção, sim; como têm sido os anteriores livros, claro, mas há personagens imaginadas e não simples duplos do escritor, ou, de forma mais rigorosa, duplos do narrador, de qualquer modo quase sempre ele próprio duplo do escritor. O editor Samuel Riba, os pais, oscilando entre simples figuras justificativas e um esquisso de personagem tipo, e Celia, sombra vigilante da premente loucura. Um sopro de novidade, o mesmo prazer na leitura. Darei notícias.

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