01/10/11

Noites de Verão

Final insatisfatório

I've seen 4 movies that Clint Eastwood directed: Million Dollar Baby, Changeling, Mystic River, and Gran Torino. IMO all 4 of them shared the same characteristics of being too long and slow-paced, appearing aimless, and having boring scripts with unsatisfying endings. They're the type of movies that have me going "This looks interesting" at first, but then by the end I'm thinking "Maybe this really wasn't the type of story that could be made into an entertaining movie". Yet he's hailed as a director. I don't know a whole lot about film, so I was just wondering how much of this is his fault as the director as opposed to it being the fault of the writer(s), and how much he has a hand in changing things to make the movie better as far as pacing and plot go.

De um utilizador do IMDB. A opinião, não surpreendentemente, define a diferença entre um bom e um mau filme, mostrando como o cinema bem feito se aproxima tanto da vida, "demasiado duradoura e lenta, parecendo não ter sentido, com um argumento chato e um final insatisfatório". É isto.

Trust (2)

Mas o amor, claro, é atirar-se de olhos fechados para os braços de uma incerteza. Arriscar a queda desamparada.

Trust

A confiança comporta-se como uma ponte em plena tempestade: se as fundações são fortes, aguenta-se; mas quando cai, leva tudo atrás. Talvez por isso seja mais cómodo ficar do lado de cá da margem, e pagar de vez em quando uma viagem ao barqueiro do Hades, para nos levar ao Inferno dos outros.

28/09/11

Que se lixe

Estamos a chegar a Outubro e estão cerca de trinta graus, todos os dias. O cheiro do fumo das castanhas aparece deslocado; não faz frio e a chuva é uma recordação não muito recente. Vamos culpar o aquecimento global por este excesso divino? Não, prolonguemos o prazer: enquanto der para sentir o ar quente na pele, ó júbilo! E uma esplanada com imperial e tudo. Que se lixe o fim do mundo.

27/09/11

Forever Binoche

Abro a porta

Abro a porta.
Tenho cuidado com os vidros partidos.
Olho constantemente para o mapa 
mas já não me lembro para onde queria ir.
Podia ficar aqui,
enquanto a noite respira nas janelas embaciadas.
Os móveis apagam-me os passos
em ângulos cegos
e, nessas sombras do incerto,
deixo que o cansaço me tire a peruca da paciência
assim como a noite nos tira a roupa antes de dormir.


Isolado num cantinho da boca entreaberta,
o teu sorriso
vai contribuindo para o genocídio dos camarões
que o vinho branco torna sempre menos sangrento.
Poderia, de facto, ficar aqui
enquanto desapareces, por fim, num sono sem importância.


Vou esvaziando os copos
e começo a compilar beijos,
como quem junta, à pressa, moedas caídas pelo chão:
somos todas putas, rapaz, 
com ou sem vodka.


Golgona Anghel, em Vim Porque Me Pagavam, edição Mariposa Azual.