13/02/11
11/02/11
10/02/11
Regeneração
Na semana em que voltei a ouvir - muitos anos depois - um dos discos mais tocados em 2001, regressa a banda que marcou esse ano e tudo o que se seguiu. Regeneration, dos Divine Comedy, e Strokes. Há ligações que não podem ser ingénuas, acasos que têm de fazer sentido.
09/02/11
Uma memória
Pinheiros, fetos, húmus, a luz aprisionada na vegetação. A memória que foi substituída por esta imagem parece nada ter a ver com a presente: aquela porção de terra era em tempos uma vinha, de um lado, um terreno de cultivo ocupado durante metade do ano por milho e feijoeiros e por pasto durante a outra metade, do outro lado. As vides foram arrancadas ao barro - que tão difícil era de cavar, quando chegava o tempo - e semeou-se pinheiros, plantou-se eucaliptos. Agora é outra terra, uma memória nova. E eu já não tenho a certeza se alguma vez esteve ali uma vinha; milho; terra livre. Não sei se acredito no que agora já não posso fotografar.
Admitir
Quando o pessimista diz que há razões para optimismo, é tempo de pensar na ilusão reconfortante do realista. E claro: nunca admitir que se é algum destes.
22/01/11
16/01/11
Vontade
Quero acreditar que aquilo que eu sou resulta mais da soma de redundâncias excluídas e de esquecimentos do que do conjunto de contingências que me trouxeram aqui. Mas nem sempre consigo.
14/01/11
The eighties
Molly Ringwald ao quadrado. John Hughes e Godard. Leio no IMDB que recusou os papéis de Julia Roberts em Pretty Woman e de Demi Moore em Ghost. E que não chegou a ler o guião de Veludo Azul enviado por Lynch - que esperava que ela aceitasse o papel que viria a ser de Laura Dern - porque a mãe leu-o antes e achou-o demasiado perturbador. Vinte anos depois, nem diva, nem estrela decadente, nem ícone indie. Uma memória, um rosto dos anos 80. Apenas.
12/01/11
Tristes
Para o desfastio, não há nada como fazer uma ronda pelos tascos dos poetas ressentidos anónimos, cada um no seu canto, muito pequenos, anões. Ronda dos tristes, cuspindo para o ar a ver se acertam em alguém. Não podia esta gente bater punhetas menos publicamente, no recato da sua tristeza?
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