Quarta-feira, Maio 07, 2008 

The Last Shadow Puppets



The Age of the Understatement

É notório: Alex Turner e Miles Kane andaram mesmo a ouvir Scott Walker. O primeiro vídeo foi realizado por Romain Gavras.
Kiss me properly and pull me apart.

[Susana]

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Terça-feira, Abril 15, 2008 

Holy Fuck/Milkshake



Por falar em instrumentais, uma banda de Toronto que podiam ser os !!! sem vocais. Ou então os Green Jelly com mais groove. Bateria, baixo, guitarra, dois sintetizadores analógicos e um vídeo com uma técnica ultrapassada. O álbum, LP, é do ano passado, e o nome que escolheram é quase tão exclamativo quanto os mencionados !!!. Carregar no play e ouvir com atenção. A não perder também a incursão pelo shoegazing electrónico que é a música "Lovely Alien".

[Sérgio Lavos]

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Segunda-feira, Abril 07, 2008 

Beastie Boys/Off The Grid



A música já é de 2007, mas, em consequência do meu interesse pouco mais do que ameno pela banda em questão, apenas agora se chegou aos meus ouvidos e se fez ouvir. É verdade que comecei a gostar da música porque soa a tudo menos aos punk-rappers, ex-teenagers revoltados com o mundo, os pretos mais brancos do hip-hop e arredores (o Eminem não conta, é um menino). Qualquer coisa de rock progressivo, instrumental, com um baixo a fazer saltar as colunas e um ritmo groovy modernaço, a modos que um cruzamento entre Air e Daft Punk/Chemical Brothers, com um cheirinho Brian Eno vintage - se isto for possível; a guitarra shoegazing é excelente e o som de sintetizador analógico é a perfeita cereja em cima do bolo. Ah, e não sei se disse, mas é instrumental. Talvez a minha música preferida dos Beastie Boys (e perdão, Pedro, se cometo o pecado de gostar tanto dos rapazes como tu gostas do Bob Dylan.)

[Sérgio Lavos]

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Terça-feira, Março 25, 2008 

Protection/Massive Attack



Há sempre um vídeo de Michel Gondry que nos surpreende, de cada vez que o vimos. É inestimável a imaginação do realizador francês, um tesouro precioso que ele tem a boa-vontade de partilhar com os fãs de músicos como White Stripes, Rolling Stones ou Bjork. É pena que a fragmentação criativa que é marca nos vídeos não resulte bem nas longas-metragens (com a excepção de Eternal Sunshine of the Spotless Mind); mas, se pensarmos bem, a riqueza imagética de Gondry, composta de autênticos puzzles freudianos e oníricos, dificilmente se adequa à linguagem do cinema, no qual o tempo e a duração têm de ser, obrigatoriamente, mais importantes que as ideias por metro quadrado. Por outro lado, existem tantas camadas nas curtas de Gondry que estas acabam por facilmente perdurar tanto como os filmes.
Neste vídeo, feito para Protection, dos Massive Attack, o ponto de partida é simples, mas difícil de concretizar: um plano sequência que vai mostrando vários apartamentos de um prédio, os seus habitantes e as diversas actividades que vão acontecendo. O cenário gigantesco tem um ar postiço (chega-se a ver uma rua a abanar, assim como várias partes do prédio), mas a ideia é mesmo essa; no fundo, estamos dentro da cabeça de uma criança ou de um sonho de adulto que não ultrapassou a infância. O livro de Georges Perec, A Vida - Modo de Usar, e a sua metáfora da vida enquanto miniatura manipulável por um coleccionador de puzzles, não terá andado longe dos pensamentos de Gondry quando fazia o vídeo. Mas o que é mais espantoso é a destreza técnica que faz encaixar o real e o sonhado, a banalidade e a súbita intrusão do surreal em cada apartamento. E a dança entre câmara e acção, coordenada ao segundo, até ao fim, mesmo depois da música ter terminado, quando entramos num carro e apenas se ouve o som dos limpa para-brisas na noite chuvosa; o falso silêncio que se segue ao caos - e que espelha o efeito que aparece antes da música começar. O fechar do círculo. Perfeito.

[Sérgio Lavos]

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Sexta-feira, Março 21, 2008 

Road to Nowhere/Talking Heads



A sofisticação low tech de realizadores de clips como Spike Jonze ou Michel Gondry teve um percursor em Stephen Johnson. E quem é Stephen Johnson? Eu respondo, com outra pergunta; quem, tendo crescido nos anos 80, não se lembra do vídeo de Sledgehammer, de Peter Gabriel? Pois, é impossível escapar, goste-se ou não do ex-vocalista dos Genesis (o horror, o horror). Ora bem, Stephen Johnson não realizou muito mais vídeos; e, entre eles, o meu preferido é Road to Nowhere, dirigido em parceria com David Byrne.
O trabalho é um compêndio de uma cena artística: as insinuações arty remetem de imediato para uma década, a de 80, e para um local, Nova Iorque. O vanguardismo insinua-se, evocando várias técnicas da arte das décadas anteriores: o estilismo pop à Andy Warhol, o cromatismo da arte de rua, a action painting de Jackson Pollock. Se juntarmos a isto o kitsch dos símbolos norte-americanos - o deserto, as igrejas evangélicas, o gospel - temos um retrato mais ou menos fiel do que poderia ser a América. E, sobretudo, do que poderia ser a ideia que a cena artística de Nova Iorque tinha da América.
E, claro, a música dos Talking Heads; tão desviante e referencial como o vídeo. Por vezes, uma boa ideia é tudo.

[Sérgio Lavos]

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Segunda-feira, Fevereiro 11, 2008 

Starlett Johansson



Excelente. E a música também não é má. Chamam-se The Teenagers.

[Sérgio Lavos]

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Elvis Perkins


All the night without love. [Susana]

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Segunda-feira, Janeiro 28, 2008 

Supergrass


Moving [Susana]

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Quinta-feira, Dezembro 20, 2007 

Michel Gondry


Há nos videos de Michel Gondry uma vontade de regresso que toca qualquer um agora na casa dos 30, ou prestes a entrar nela. Pode não haver uma identificação completa com os fétiches infantis (nem sempre há paciência para os peluches "qu'iduchos" perseguindo Bjork), mas a verdade é que Gondry consegue mostrar uma criatividade assombrosa na perseguição de uma quimera: um estado de espírito entre sonho e memória de infância (há quem afirme que um e outra não estão assim tão distantes). Nas longas-metragens, o realizador francês conseguiu prolongar o imaginário dos vídeos, consubstanciado na excelente parceria com a imaginação delirante do argumentista Charlie Kaufman, em Eternal Sunshine of the Spotless Mind. Desde a praia de infância até ao mundo visto à escala de uma criança, são várias as imagens marcantes do filme.
As diferenças de escala, a distância entre mundo sonhado e mundo real, a natureza como refúgio das agressões da cidade, as metamorfoses, de criança a adulto, de um objecto noutro, as coreografias de aparência caótica desenhando uma ordem concreta, tudo temas que se reproduzem de video para video. Como neste, um dos meus preferidos, Dead Leaves and the Dirty Ground, dos White Stripes. Ou de como um video pode introduzir uma inovação ao nível da representação de uma ideia cinematográfica. Dois tempos que coincidem, o passado projectado no presente (ou dois presentes existindo simultaneamente), numa solução técnica original que consegue criar uma imagem cristal (duas camadas de tempo sobrepostas) deleuziana. Grande cinema no pequeno écrã: e a música ao nível das imagens.

[Sérgio Lavos]

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Segunda-feira, Dezembro 03, 2007 

Jigsaw falling into place

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Quarta-feira, Novembro 07, 2007 

No I in the threesome



Ouvir atentamente Interpol, No I in the threesome. O realizador, o californiano Patrick Daughters, tem um currículo recente mas notável com Yeah Yeah Yeahs, Kings of Leon, Muse e Feist, esta com o coreografado 1234, um plano-sequência sem cortes. Aliás, um só plano parece ser a técnica preferida.

[Susana]

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Quarta-feira, Outubro 17, 2007 

Fionn Regan


Novo vídeo para o irlandês Fionn Regan , Be good or be gone, uma espécie de anti-vídeo profissional, encontro técnico entre a montagem, perfeita, e a captação sonora, local e impura.

[Susana]

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Sábado, Setembro 08, 2007 

Mojo Pin



Antecipo os arrepios do Outono.
[Susana]

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Quarta-feira, Agosto 29, 2007 

Videografias 15 (Franz Ferdinand/LCD Soundsystem)


Não sei já onde li que, a haver uma música deste verão, esta devia ser o "All My Friends", dos LCD Soundsystem. Gosto mais do original - aproxima-se da perfeição (mas o que é isso?) - mas gosto menos do video (apesar de também ser muito bom). Passado pouco tempo, os momentaneamente desaparecidos Franz Ferdinand fazem uma cover. Onde, com LCD, se ouve piano, tocado como se fosse um Keith Jarrett ainda mais speedado, ouça-se, com os Franz Ferdinand, guitarras, new, new wave típico. Há menos escalada - o crescendo emocional de James Murphy torna-se uma harmonia plana nas mãos da banda escocesa. Rocka-se melhor, com estes. Abana-se a cabeça com mais vivacidade, com os outros.
(Pensava apenas colocar o vídeo dos Franz Ferdinand, mas ficam aí os dois. Apenas resta responder a uma questão? O que deu aos FF para fazerem uma cover de uma música tão recente? E parece que John Cale também já andou a versionar a faixa. James Murphy, o novo e excêntrico guru da franja pop do indie, será isso?




(Versão de John Cale aqui.)

[Sérgio Lavos]

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Quarta-feira, Agosto 15, 2007 

Videografias 14 (Erlend Oye)


As afinidades electivas no mundo da música podem dar excelentes resultados. É esse o caso do trabalho conjunto de duas personagens cujos imaginários e personalidades se tocam. Erlend Oye, uma das metades da dupla neo-folk Kings of Convenience, e Jarvis Cocker, o anti-crooner, que comungam neste vídeo o mesmo gosto pelo kitsh e pelas bizarrias juvenis nunca analisadas ou aplacadas pela psicanálise, tudo devidamente recauchutado e transformado em símbolos sexuais mais ou menos evidentes: a maneira esquisita de dançar dos velhos tempos das pistas de dança com bola de espelhos, os animais de porcelana, a substância de aspecto leitoso derramada sobre a galinha, ou galo (cock), a clara de ovo, a enfermeira perversa, a ginasta das tardes passadas em frente à televisão a ver os jogos olímpicos, a cavalgada no touro, os movimentos de natureza suspeita ensaiados em volta do pélvis, o controlo da velocidade da cavalgada, o casaco de peles sugestivamente vestido, os objectos que explodem, a colher com comida na boca, e o grand finale - o leite atirado sobre o pêlo num êxtase molhado. Um sonho erótico mais do que adolescente. A música de Erlend Oye é excelente. O vídeo de Jarvis Cocker uma pequena obra-prima edipiana.

[Sérgio Lavos]

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Sexta-feira, Julho 27, 2007 

Battles




Realizado pelo fotógrafo Tim Saccenti, o vídeo para Atlas é uma excelente apresentação dos Battles (Mirrored) cuja organização do espaço interno faz, de algum modo, lembrar as jaulas que centram as figuras nos quadros de Francis Bacon. Tim Saccenti optou por filmar num estúdio de fundo preto, o que faz realçar o espaço caótico da acção permitindo, além do mais, um efeito especial natural: o vidro transparente torna-se espelho reflectindo a banda nas paredes espelhadas. Esta transitoriedade possibilita a montagem de diversas perspetivas do espaço, numa série de refracções acentuadas pelas imagens espelhadas.

[Susana Viegas]

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Terça-feira, Julho 17, 2007 

David Fonseca




Superstars, o novo vídeo de David Fonseca (realizado pelo próprio) é o primeiro single a antecipar o novo álbum a sair no Outono próximo. Denunciando um ambiente bastante singular (com alguma aproximação ao mundo fantasioso e infantil de Michel Gondry), tem alguns elementos dos quais gosto bastante: as referências a Dracula, The 39 steps ou Close up * leia-se Blow-up não deixam esconder o interesse cinéfilo do David (que na verdade diz que gostava de ser fotógrafo); o verde escaravelho do vestido; o fundo luminoso tipo The Killers; o assobio.

[Susana Viegas]

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Videografias 13


A década da britpop terá deixado saudades a poucos. Ninguém quer saber dos Oasis, nem dos Blur, muito menos de bandas tão pouco perenes como Bluetones, Echobelly ou Shed Seven. Mas eu estava lá, no lado errado do canal, curtindo a falta de estilo à distância do resto do pessoal, grungers, alternativos e afins. Agora, a navegação de cabotagem (ou de cabotino) a que me dediquei durante anos é apenas uma memória que passa de vez em quando no VH1, à hora do Flipside. Mas há bandas que resistem, e não falo dos superlativos Radiohead, que apenas usaram a vaga brit como trampolim para mais altos voos. Pois é, Jarvis Cocker é mais do que um super-herói de cinco minutos, furioso raio irrompendo pelo palco dos brit awards dentro, correndo atrás das criancinhas que, fervorosamente, faziam backing vocals para o alienígena Michael Jackson. Ficou no meu coração, pois claro, um feito como aquele apenas podia vir de alguém com uma coragem de soldado americano no Iraque ou, em alternativa, com uns bons copos em cima. É claro que uma imagem destas deixa uma impressão duradoura; por isso é que este Jarvis a solo não me convence. Enfim, o envelhecimento é uma coisa tramada - não chega o viagra, ainda temos de levar com uma irreprimível tendência para a balada xaroposa e a canção de protesto, tudo em doses repartidas e misturadas na mesma música. Para mim, tudo se perdoa a Jarvis. Alguém que escreveu esse hino do engate classe baixa que é "Babies", ou dedicou mais do que 5 minutos da sua vida a compor "Little Girl (With Blue Eyes)", bela elegia às agruras de uma adolescente que tem mais do que o coração para oferecer, merece mais do que consideração: admiração e um texto que se dedique à hermenêutica de um marco da canção kitsh do século XX: Disco 2000.
O vídeo é um mimo. A cartolina usada para o corta e cola dos membros da banda, um sentido de ridículo demasiado acentuado, a citação kitsh que começa nos Abba e acaba num clube qualquer às tantas da madrugada, uma mão no soutien e outra a sentir a qualidade do tecido da cueca, a dança estilo-chunga na pista com bola de espelhos, nada (ou tudo) está fora do sítio. E a letra de Cocker, que dizer? "You're the first girl of the school to have breasts/Martyn said that yours were the best/The boys all loved but I was a mess/I had to watch them trying get you undressed". Estes versos podem figurar certamente no panteão das melhores letras de sempre da música pop, lado a lado com um "Like a rolling stone", de Dylan ou "Hallelujah", de Leonard Cohen. Interessante é também a história paralela que se conta no clip, diferente da narrativa da letra. O elogio da working class - a saída às 6 da tarde da lavandaria, sexta à noite, a ânsia pelo fim-de-semana, a Deborah de pexisbeque; o rapaz com um estilo mod a cortar o cabelo, ela com o Jarvis atrás (I hope my breath won't stink), a auto-paródia pulpiana, o metro feito de papel de lustro, a revista Face com Jarvis, o rapaz sósia de Jarvis ouvindo os discos dos Pulp, a doença dos 90 - anorexia -, as comoventes cenas de intimidade doméstica, etc., etc., até ao grand finale, com cigarro e tudo, posters na cama e figuras de papel numa grande canção sobre os anos da adolescência - e, já agora, sobre os 90.
Sete anos depois de 2000, onde andamos nós, antigas personagens de uma música dos Pulp?

(O vídeo foi realizado por Pedro Romhanyi)


[Sérgio Lavos]

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Sexta-feira, Junho 29, 2007 

Videografias 12



Panda Bear, aka Noah Lennox dos Animal Collective, é um lisboeta adoptivo no genuflexório (objecto de uso religioso pedido de empréstimo a Emma Bovary) de Brian Wilson. A solo, com Person Pitch.


[Susana Viegas]

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Sexta-feira, Junho 01, 2007 

Videografias 10




O melhor vídeo de Maio foi sem dúvida The lakes of Canada de Sufjan Stevens, com muito vento, frio e um banjo. Gravado no telhado do Memorial Hall de Cincinnati a 28 de Maio, insere-se numa série de gravações improvisadas de lablogotheque, na rua, em corredores ou elevadores, porque qualquer sítio é um bom sítio para filmar. Sobre o realizador, Vincent Moon, pouco consegui saber: pelo Myspace sabemos que tem 27 anos, é parisiense e consegue encontros com quase todos os artistas. [O Sérgio, por exemplo, escolheu a entrada dos Arcade Fire no concerto do Olympia de Paris.]

The lakes of Canada é uma versão dos The Innocent Mission oriundos da Pennsylvania, que aparece no álbum Birds Of My Neighborhood (1999), cantada na sereníssima voz de Karen Peris. Parecia ser impossível melhorá-la mas com a voz de Sufjan tudo é possível. Nas palavras dele, "a small song that makes careful observations about everyday life."

( The Innocent Mission têm novo álbum em 2007 mas o que recomendo é Now the day is over, acolhedoras e relaxantes músicas de embalar bébés.)

[Susana Viegas]

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